Sartre, fascismo e as Eleições 2018

“O inferno são os outros”, disse Jean-Paul Sartre.

Na mentalidade fascista, dualista, é preciso que haja um “inimigo” a ser combatido. O mais clássico é o diabo, logicamente.

Na História já foram os judeus, os comunistas, os ciganos, etc.
Hoje é a “esquerda”, essa entidade imaginária que serve basicamente pras pessoas elegerem um “mal comum”, um satanás qualquer, e não assumirem a responsabilidade por sua própria sombra, seus próprios ódios, limitações, medo e mesquinhez. Fascismo tupiniquim tacanho e escroto que põe vidas em perigo e julga o caráter alheio sem empatia ou misericórdia, muitas vezes escondido atrás da religião que é supostamente misericordiosa por natureza, a de Yeshua Ben Yosef, Jesus Cristo. Aquele mesmo que perdoou um ladrão na cruz e ensinou a “amar seus inimigos e orar pelos que lhe caluniam”.

Dois mil e dezoito anos depois, muitos dos que dizem segui-lo fazem campanha para um candidato que declarou ser seu livro de cabeceira “A Verdade Sufocada”, de Brilhante Ulstra, torturador que prendia canos de PVC com ratos dentro ao corpo de suas vítimas e um lado fechado, pra que eles tentassem sair pelo outro lado roendo a vagina de mulheres “comunistas”, “subversivas” ou qualquer outro rótulo que tirasse sua humanidade e as transformassem no “inimigo”, o “diabo”. Seja lá qual for o deus que estimula, aceita ou corrobora com isso, dele eu quero apenas distância. Amém.

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